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Pedro Valls Feu Rosa | O país que me seduz

O país que me seduz

Dia desses, não sei bem por qual motivo, fiquei a meditar sobre o rio Amazonas. Trata-se do mais caudaloso do planeta! Li que ele descarrega no oceano, em um único dia, mais volume de água que o famoso rio Tâmisa, que atravessa Londres, ao longo de um ano inteiro. 

Aprendi, nos bancos escolares, que o rio Amazonas recebe mais de 1.000 afluentes, alguns com mais de 1.600 km. Me ensinaram, ainda, que sua profundidade média é de 40 metros – e que em seu ponto mais profundo, com 120 metros, a famosa Estátua da Liberdade, que mede 92,9 metros, desapareceria. Não nos esqueçamos de sua largura: são 11 km, em média. Porém, na foz, chega a atingir 300 km. 

O que mais me fascina nele, porém, é mesmo a vazão de água: são 215 milhões de litros por segundo! Li que, se o rio Amazonas tivesse de matar a sede de todo o planeta, poderia fornecer um litro de água a cada 28 segundos para cada habitante da Terra. 

Mas deixemos este rio para lá. Vamos mudar de assunto. Nos idos de 2012 li uma significativa matéria sobre a falta de água em Macapá, cidade cortada pelo Rio Amazonas. Dois anos depois deparei-me com outra matéria, esta datada de 2014, na qual moradores da cidade ainda se queixavam da constante falta de água. Um deles dizia ter a impressão de “viver no sertão”. Adornava a reportagem, não entendi bem porque, uma fotografia do rio Amazonas. 

Porto Velho, em Rondônia, banhada pelo também caudaloso rio Madeira, igualmente foi objeto de reportagens sobre este a escassez de água. Encontrei duas: uma de 2012 e outra de 2014, dois anos depois. 

Mas deixemos Macapá para lá. Vamos mudar de assunto novamente. Nos últimos dias temos visto a população ser acusada, em diversos locais deste vasto país, de desperdício no uso da água – seria ela, pois, a principal responsável pela escassez deste precioso líquido. 

Decidi pesquisar sobre isso – e descobri a seguinte estatística: “o destino da água usada pela humanidade: 70% na agricultura, 22% na indústria e 8% doméstico” (revista Veja, 30 de janeiro de 2008). 

Encontrei também uma interessante matéria publicada no jornal “A Tribuna” do dia 23 de novembro de 2014: “Mais da metade da água tratada em 23% das grandes cidades do País é perdida antes mesmo de chegar às torneiras das residências. A divulgação é da ONG Trata Brasil, com base em números de 2012 divulgados pelo Ministério das Cidades”. 

Futuquei mais o meu banco de dados. E encontrei, pela palavra simples da então diretora da Agência Nacional de Águas, Dilma Pereira, uma explicação aparentemente lógica para tamanho desperdício, datada de uns 12 anos antes: “Isso acontece devido à não manutenção adequada das redes, além da falta de gestão nas prestadoras de serviços de saneamento” (revista Globo Rural, 25 de março de 2003). Seria esta fala, de 2003, aplicável ao que acontece uns 12 anos depois? 

Voltei à acima citada reportagem de “A Tribuna”, para examinar melhor uma relação – a das cidades que mais desperdiçam água por conta de problemas na rede de distribuição. Encabeçam a lista precisamente Porto Velho e Macapá, com índices de desperdício de 70,88% e 69,44% respectivamente. Na 18ª posição estava Cariacica, com precisos 53%. Acentuo, para máxima clareza: este é o percentual de água que se perde antes mesmo de ser aberta a torneira de sua residência. Toda esta água desperdiçada, segundo li, daria para abastecer a França, a Bélgica, o norte da Itália e a Suécia. 

Não sei por qual motivo, mas acaba de me vir à memória a famosa marchinha “Vagalume”, de Vitor Simon e Fernando Martins, lançada no já distante Carnaval de 1954: “Rio de Janeiro, cidade que nos seduz, de dia falta água, de noite falta luz”. O que teria inspirado aqueles dois autores? 

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