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Pedro Valls Feu Rosa | O círculo

O círculo

Certa autoridade, acusada de corrupção, acabou impune. Um seu subalterno, diante daquele exemplo ruim, decidiu também ele afanar algo da repartição. Diversos colegas dele, sabedores do fato, passaram a dedicar-se menos ao trabalho – afinal, trabalhar para que?

Eis que dado empresário, prejudicado com a péssima qualidade dos serviços daquele órgão público, decidiu passar a sonegar impostos. Sua lógica era simples: pagar altos impostos para que?

Um dos funcionários daquela empresa, percebendo a sonegação, decidiu desviar algum numerário do caixa – afinal, ‘ou nos locupletamos todos ou restabeleça-se a moralidade’. Temeroso de denunciar seu empregado à polícia, a “saída” encontrada pelo empresário foi subir os preços dos produtos que vendia.

Percebendo seu poder de compra injustamente reduzido, um dos clientes daquele estabelecimento passou a nele furtar mercadorias – acabou preso. Seu filho, revoltado com as autoridades, vingou-se pichando as principais vias da cidade.

Um cidadão, deparando-se com uma cidade visualmente poluída, não viu nada demais em depredar alguns bens públicos – afinal, estava tudo feio mesmo!

A administração municipal, ao longo do tempo, acabou desistindo de recuperar os bens públicos depredados – e bem assim reduziu as atividades de manutenção das vias públicas, diante do quadro geral.

As vias sujas, esburacadas e mal iluminadas passaram a ser ponto de encontro de criminosos os mais diversos. As praças, outrora frequentadas por crianças, foram transformadas em ambientes absolutamente sinistros, dos quais mantinham prudente distância os responsáveis pela segurança pública.

Aproveitando a oportunidade, algumas pessoas decidiram invadir um prédio vazio da região. Seu proprietário, não conseguindo fazer valer o primado da lei, passou a, também ele, declarar-se acima dela – de semáforos a contratos, transformou-se em um infrator contumaz.

Fiel a este exemplo, seu filho decidiu praticar pequenos roubos para adquirir produtos de luxo – e acabou entrando de vez para o mundo do crime, acabando por matar em um assalto precisamente o filho daquela autoridade corrupta mencionada no início deste texto – que, revoltada, aumentou seus ataques ao erário.

Agora levante-se. Vá à janela. Contemple o nosso país. E medite: como quebrarmos este círculo vicioso?

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