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Pedro Valls Feu Rosa | Um exemplo que vem da Índia

Um exemplo que vem da Índia

Dia desses, percorrendo um centro comercial e contemplando tantos produtos importados, fiquei a pensar no extrativismo que domina nossa pobre economia há séculos. Nos acostumamos a importar, a peso de ouro, produtos feitos com as riquezas não-renováveis que exportamos a preço de banana.

Nosso povo foi convencido de que um quadro desses é normal. Sim, fomos persuadidos de que é normal importarmos café da Alemanha, chocolate da Suíça e produtos de aço do Japão – países que não tem um único pé de café ou de cacau, ou uma única mina de minério de ferro!

Chegamos a um ponto tal que sequer exportadores de matéria-prima somos mais – negociamos “commodities”. Dizem que é “chique” falar assim, pois ficamos mais “globalizados”, seja lá o que isso for. Enquanto isso, seguimos firmes na desindustrialização de nossa economia.

A pergunta que modestamente faço é: tal política está dando certo? Salta aos olhos que não! Como não está dando certo no restante da América Latina e na África. Nosso país jamais alcançará o verdadeiro desenvolvimento enquanto não dispuser de um parque industrial próprio e fortalecido – e creio que eis aí algo óbvio!

O que nos machuca o espírito é que há espaço para que valorizemos a “prata da casa” sem a necessidade de rompermos com os sistemas financeiros ou econômicos que regem a humanidade. Sim, é plenamente possível desenvolvermos a indústria nacional dentro das regras universalmente aceitas – que o digam países pobres ou devastados como Japão, Suíça, Alemanha, Coreia do Sul etc.

Vamos a um exemplo brilhante, que vem lá da Índia. Nos idos de 1990, aproveitando uma isenção de tributos na importação de equipamentos industriais especializados, o empresário indiano B. K. Goenka fundou a Welspun, uma empresa dedicada a produzir toalhas.

Para que esta empresa fosse competitiva, seus produtos deveriam ter alta qualidade e baixo preço, sendo igualmente indispensável que os mesmos pudessem ser entregues em grandes quantidades e a curto prazo.

Pois bem: uma imensa planta industrial foi construída próxima a um moderno porto, projetado pelo governo indiano com vistas ao futuro. O empreendimento beneficiou-se, ainda, da política local de redução de burocracia.

Passados alguns anos, eis os resultados, publicados recentemente na respeitada revista britânica “The Economist”: a cada sete toalhas vendidas nos EUA, uma é fabricada pela Welspun. Nada menos que 95% de seu faturamento vem de exportações. A área de pesquisas floresce, com novas patentes de toalhas mais macias e absorventes.

Eis aí, sem sombra de dúvidas, um belo exemplo: a partir da matéria-prima nacional criou-se um excelente produto para o mercado mundial. Tenha lá a Índia seus imensos problemas, mas deixa-nos aí um exemplo brilhante. Como já os deixara na indústria de programas de computador e na farmacêutica, ambas destaque a nível mundial.

Enquanto isso, desde a mais tenra infância contemplo a passagem das cada vez maiores composições de vagões carregando nossos minérios rumo ao porto. Nosso ouro de Serra Pelada, anunciado com tantos arroubos de grandeza, foi-se. Nosso nióbio, do qual temos 98% das reservas mundiais conhecidas, segue exportado pelo preço que for fixado lá na Bolsa de Londres.

Olhe, agora, pela janela de sua casa. Perceba o imenso patrimônio que temos: um povo excepcionalmente criativo e empreendedor, que habita um dos mais férteis e ricos solos do planeta. O que nos tem faltado historicamente, pois?

Arrisco uma resposta: menos burocracia, instituições mais eficientes, maior e melhor infraestrutura, uma visão mais lúcida de futuro e, principalmente, um mais agudo sentimento de pátria e vergonha da realidade sob a qual vivemos…

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