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Pedro Valls Feu Rosa | Realidades práticas

Realidades práticas

Em todos os países, em todos os tempos, especialmente nos dias atuais, nota-se nitidamente a influência do fenômeno econômico na vida dos Estados.

Num raciocínio muito primário, fala-se muito em empresas públicas e empresas privadas, em fatos político-sociais e fatos econômicos. Quando, na realidade, tudo isso constitui um todo só, que é o Estado. O Brasil, por exemplo, tem que ser compreendido em seu conjunto, sua riqueza, seu poder, sua fraqueza e suas deficiências abrangem, inegavelmente, o público e o privado.

Na prática essas duas ordens de fatos sociais são difíceis de separar; uma não pode existir sem a outra: a unidade da vida social se opõe a isso. Assim, não se pode encontrar o Estado desenvolvido sem vida econômica, nem vida econômica fora dum Estado. Entretanto é possível, em abstrato, conceber separadamente essas duas ordens de fatos, mas só teoricamente.

Entre as manifestações sociais que carecem duma manifestação uniforme e que não são determinadas por planos preconcebidos, pode-se citar a lingua, o costume, a atividade literária e artística, e a vida econômica.

Como nenhuma das outras instituições organizadas pode existir sem o Estado, este, pelo entendimento de sua atividade e por sua influência, molda toda a vida social e a condiciona.

Num mundo ultra-capitalista e globalizado como o atual, agora, mais do que nunca, os países estão sujeitos às pressões e ingerências das grandes potências econômicas, especialmente dos Estados Unidos, que representam para a época presente o mesmo papel imperialista e intervencionista dos romanos nos seus gloriosos tempos.

A propósito, vale relembrar que quando houve a Revolução Comunista Russa, em 1917, a Europa em peso, com o apoio dos norte-americanos, começou a pressionar o novo regime recém-instalado.

Muito embora as idéias comunistas fossem antiquíssimas, sendo que, conforme registra a História, sua primeira formulação orgânica, ou seja, o surgimento de um ideal político comunista, tenha vindo com Platão, na Grécia antiga. Em sua “República”, Platão traça o modelo da cidade ideal, na qual prevê a supressão da propriedade privada, exatamente para que fossem evitados os conflitos entre o público e o privado.

Estabelecido o novo regime, os países capitalistas começaram a pressionar a Rússia, cobrando ameaçadoramente a dívida externa, que, já naquela época, aumentava assustadoramente dia a dia. Tropas e mais tropas dos exércitos “capitalistas” estavam sendo aquarteladas perto da fronteira russa.

Foi aí que ao assumir o Governo, em 1929, Stalin, vendo que não poderia governar em tais circunstâncias, convocou todos os países-credores, para que apresentassem circunstaciadamente o volume dos seus créditos.

Expostas as contas, Stalin perguntou quanto, em ouro, pagaria tudo: o capital, juros, e demais acréscimos. Aquilo equivaleria a milhares de toneladas de ouro. Stalin arrecadou todo o ouro disponível no País – de bens públicos e privados – encheu um navio, e descarregou na Europa toda aquela fortuna em ouro.

Feito isto, disse, a Rússia readquiriu sua independência, passando a falar de igual para igual com todas as nações do mundo, sem precisar ficar se humilhando e se ajoelhando diante dos credores, pedindo prazo e pagando empréstimos com novos empréstimos, numa espiral incontrolável.

Lembro-me que quando desencadeou-se o movimento militar de 1964, que derrubou o Governo Goulart, já naquela época vivíamos sufocados e asfixiados por uma dívida externa insuportável. Assim, iniciou-se em todo o Brasil uma campanha chamada “ouro para o bem do Brasil”, mediante a qual pretendia-se arrecadar ouro suficiente para pagar a todos os nossos credores.

Vimos jovens carregando, pelas ruas, a bandeira brasileira, e muitas pessoas davam anéis, brincos, pulseiras, enfim, colaboravam na medida que pudessem, para readquirirmos nossa independência. Infelizmente tudo ficou pelo meio do caminho e não se tocou mais no assunto.

Hoje em dia o tema caiu no esquecimento, e nota-se que nestas vésperas de eleição, em plena campanha eleitoral, fala-se em tudo, desde problemas sexuais até reforma agrária, mas não se toca na dívida externa, que talvez seja o ponto de partida para o verdadeiro enfrentamento dos problemas nacionais.

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