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Pedro Valls Feu Rosa | Um elefante incomoda muita gente

Um elefante incomoda muita gente

Dia desses, meio que ao acaso, fiquei a meditar sobre os elefantes. Animais fabulosos, os elefantes.

Acreditem: uma das primeiras cenas, talvez a primeira delas, que um elefantinho vê ao chegar neste mundo é a de membros da manada garantindo a segurança do parto! Notável, isso.

Quando a manada é atacada por leões ou outras feras, imediatamente os elefantinhos são posicionados atrás dos adultos, de forma a garantir uma melhor segurança.

Vejam que até no ocaso da vida os elefantes são notáveis: quando um deles está velho, ferido ou doente, não depara-se jamais com o abandono. Muito pelo contrário: a manada fica ao redor, solidária e firme.

O curioso é que os elefantes agem assim naturalmente! Este é um padrão de comportamento – vale dizer, faz parte da natureza deles. Não houve a necessidade de nenhuma “Declaração Universal dos Direitos dos Elefantes” elaborada pela “Organização dos Elefantes Unidos” para que eles se comportassem de forma honrada e digna.

Nunca soube que a manada se reunisse para conferir a um de seus membros uma distinção qualquer por ter este protegido um elefantinho ou prestado auxílio a um elefante idoso. Repito: eles veem nisso algo normal, o mínimo que se espera de um representante de espécie tão nobre.

Enquanto isso, malgrado todas as declarações, leis, constituições, discursos e condecorações, bastante sombria é a realidade dos seres humanos, como veremos a seguir.

Comecemos pelo Japão, país no qual o Ministro das Finanças declarou que “o problema [da seguridade social] não será resolvido a não ser que eles [os idosos] possam se apressar e morrer”. Entrevistado posteriormente sobre tal declaração, este político declarou que meramente expressava sua preferência pessoal.

Nossa escala seguinte será no Reino Unido, onde 1,5 milhão de pensionistas simplesmente passam fome e frio, sem dinheiro para custear sequer o aquecimento de suas residências – acredite, 200 deles morrem a cada dia, silenciosamente, vítimas dos rigorosos invernos. Transcrevo trecho de notícia que li: “Cerca de três mil pessoas na Inglaterra e País de Gales morrerão neste inverno por não terem como custear o aquecimento de suas casas – mais do que o número de mortos em acidentes de trânsito a cada ano”.

Na rica Alemanha, locomotiva da economia europeia, 465 mil pessoas com idade superior a 65 anos passam fome – e muitas delas, por vergonha, não se apresentam às filas de distribuição de insumos básicos, preferindo sofrer em silêncio a dor de uma velhice desamparada.

Enquanto isso, lá na China, houve necessidade de uma lei obrigando os filhos a visitarem seus pais pelo menos uma vez a cada ano – uma lei para isso!

O fato é que a forma como a humanidade trata seus idosos é, com o perdão da palavra, dose pra elefante! Olhe em volta. Veja, com olhos de ver, as tantas denúncias sobre maus-tratos a idosos em asilos e hospitais. Medite sobre como a previdência social se transformou em algo deficitário, gerando uma salgada conta para os aposentados. Escute, com ouvidos de ouvir, seus lamentos pelas filas afora, na espera vã de um atendimento digno. Das calçadas aos aeroportos, perceba o grau de despreocupação, desprezo até, para com os nossos velhinhos.

Segundo dados do IBGE no ano de 2030 o Brasil terá a sexta população mundial em número absoluto de idosos. Que até lá, na canção imortal de Roberto Carlos, estejamos todos civilizados como os animais.

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