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Pedro Valls Feu Rosa | A dívida

A dívida

O Professor Gerald K. Haines, Ph.D da Universidade de Wisconsin, nos Estados Unidos, apoiado em aprofundadas pesquisas, inclusive na CIA, escreveu um livro interessantíssimo, que, ao que nos consta, infelizmente ainda não foi traduzido e publicado no nosso País. Seu título: “The americanization of Brazil”, ou seja, “A americanização do Brasil”.

Trata-se de magnífico estudo sobre todos os procedimentos adotados pelos norte-americanos, logo após a segunda guerra mundial, para que nosso País, “o maior da América Latina” fosse mantido rigorosamente dentro do modelo apropriado aos subdesenvolvidos, a fim de que não progredisse o suficiente, de modo a que não se tornasse desenvolvido. Tudo teria que ser feito e observado, para ser evitado “desenvolvimento industrial excessivo”.

Se fosse obra de político brasileiro, ou mesmo de intelectual brasileiro, seu autor seria tachado de comunista, xenófobo, ou, no mínimo, esquerdista saudosista, ignorante da queda do muro de Berlim e do fim do Império Soviético.

Segundo o Professor Haines, os cientistas políticos norte-americanos acreditavam que era missão dos Estados Unidos “moldar e dirigir o desenvolvimento da América Latina”. Esse controle seria feito através de empréstimos, e a concessão de financiamentos “para modernização” deveria sempre estar entrelaçada com os objetivos americanos. Essa teoria seria permanentemente aplicável a tudo que se relacionasse com o desenvolvimento econômico e afetasse as relações Estados Unidos-Brasil.

O autor diz que a maioria dos governantes brasileiros sempre procurou empréstimos externos para apoiarem seus planos de desenvolvimento. “Eles, corretamente, viam os Estados Unidos como a única potência com recursos para ajudá-los em seus esforços de modernização. Suas pretensões, entretanto, muitas vezes entravam em conflito com os objetivos da política exterior americana”.

Com isso explica-se o fenômeno de termos uma dívida externa imensa, gigantesca, cavalar, que, por mais que nosso País pague juros e tente amortizá-la, é cada vez maior. O saldo devedor é fixado unilateralmente pelos credores. Quanto mais se paga, mais se deve. Porque esses empréstimos não foram feitos para acelerar nosso desenvolvimento, mas apenas e tão-somente para retê-lo.

O brasileiro, acostumado a sofrer calado e a sujeitar-se aos maiores abusos, confiando sempre em Deus e acreditando que tudo de mal que lhe acontece é para seu próprio bem, tem se conformado estoicamente a essa triste situação.

Cremos que já está chegada a hora de o nosso País passar a encarar a gravidade do problema, traçando um programa, ou elaborando um projeto realista e exequível, para o pagamento, efetivo, de nossa calamitosa dívida externa.

Lembro-me muito bem que no período anterior ao golpe militar de 1964 um dos fatores que mais levaram ao descrédito e à desmoralização do Presidente João Goulart, criando clima propício para sua derrubada, foi exatamente a denúncia pública daquilo que se designava como “nível alarmante e imoral da dívida externa”. E essa dívida era, na verdade, na época, a seguinte: em 1961, andava pela casa dos três bilhões de dólares; em 1962, três bilhões e trezentos milhões de dólares; em 1963, diminuiu para três bilhões e duzentos e poucos milhões de dólares; e, em 1964, baixou, mais ainda, para três bilhões e cem milhões de dólares.

O sentimento de vergonha e humilhação dos brasileiros era tão grande que logo após a derrubada do Governo Goulart, iniciou-se um grande movimento nacional, chamado “ouro para o bem do Brasil”, mediante o qual passou-se a arrecadar do povo brincos, berloques de ouro, e a população atirava nas sacolas que andavam pelas ruas, até anéis e alianças para que fosse paga a dívida externa, resgatando-se, assim, a honra nacional. Desgraçadamente esse ouro foi todo desviado e não se pagou coisíssima alguma. E essa divida hoje já anda beirando os 300 bilhões de dólares.

Eis que agora, por incrível que pareça, a Confederação Nacional dos Bispos do Brasil, acompanhada por outras religiões, pela Ordem dos Advogados do Brasil, PT e demais respeitáveis instituições, encabeçou a realização de um plebiscito para ouvir a opinião pública sobre o tormentoso e angustiante tema.

Essa atitude heróica e milagrosa da CNBB nos faz lembrar aquela fábula de Esopo: “Um boiadeiro voltava para a aldeia em seu carro gemente e caiu numa ravina com seus bois e sua gente. Grande devoto de Herácles, ficou ali parado implorando a seu deus para ajudar seus agregados. “Inútil”, disse-lhe o deus, “aos céus implorar, se com o aguilhão teus bois não ferroar”.

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